Dia do Veterinário

Dia do Veterinário
09 de Setembro

28 de out. de 2010

GAMASIDA

ORDEM ACARINA
SUBORDEM MESOSTIGMATA (Gamasida)

MORFOLOGIA
            As espécies dessa subordem apresentam placas escuras. O corpo é semelhante ao dos carrapatos, dividido em 2 partes: gnatossoma, anterior, onde se localizam as peças bucais e idiossoma, posterior. O nome dessa subordem refere-se ao par de estigmas respiratórios que se localizam em posição lateral, fora da área das patas, entre o 3o e 4o pares de pata.  Ácaros com idiossoma coberto dorsal e ventralmente por placas bem delimintadas. Palpos geralmente com 5 segmentos livres. Hipostômio sem dentes recurrentes. Idiossoma raramente mostra divisões. São providos de uma placa dorsal que pode ser subdividida. Placas ventrais variáveis em forma e tamanho. Tritosternum anterior à placa esternal. Abertura genital nos machos no meio ou na borda anterior da placa esternal. Abertura genital da fêmea associadas com a placa epiginial (gamasideos). Patas coM os segmentos característicos. Extremidade do tarso geralmente com carúnculas e um par de garras. Tarso I possui na superfície dorsal do ápice, um tufo de cerdas sensoriais. Não possuem órgão de Haller. Larvas com 3 pares de patas e placas reduzidas. Ninfas com 4 pares de patas e sem orifício genital.

Família Dermanyssidae
            Placa dorsal da fêmea pode ser indivisa ou dividida em anterior e posterior. Placa esternal com 3 pares de cerdas. Placas genito-ventral em forma de gota. Placa anal com 3 cerdas características. Quelíceras alongadas e ponteagudas como agulhas. Todas patas com pré-tarso, carúnculas e garras.
            Desenvolvimento com estádio larval e 2 ninfas. Parasitos de vertebrados.

Gênero Dermanyssus
            Quelíceras ponteagudas, em forma de agulha. Placa dorsal arredondada. Placa genito-ventral, nas fêmeas, em forma de gota, porém mais larga que no gênero Ornythonyssus.
            Espécie: Dermanyssus gallinae- parasita de aves

CICLO BIOLÓGICO
São espécies cosmopolitas e parasitam galinhas, pombos, canários e outros pássaros de gaiola e silvestres, podendo, inclusive alimentar-se em homens.
            São denominados de ácaros vermelhos das aves, mas só apresentam esta coloração quando acabam de alimentar-se, em outras circunstâncias, são esbranquiçados.
            Os ovos são depositados após a fêmea sugar sangue, em gretas da parede de galinheiros ou nos ninhos, em números superiores à 7 cada vez. Os ovos eclodem em cerca de 2 a 3 dias, dando lugar à larvas hexápodas  que não alimentam-se. As larvas mudam para Protoninfa em 1 a 2 dias, que irão alimentar-se e transformar-se em Deutoninfa, em, também, 1 a 2 dias, que irão alimentar-se e transformar-se em Adultos, machos e fêmeas. Em ótimas condições esse ciclo completa-se em 7 dias. As ninfas e adultos visitam periodicamente aos hospedeiros para sugarem sangue, e se escondem nos intervalos da alimentação, nas gretas ou ninhos, no habitat das aves.
IMPORTÂNCIA MÉDICO VETERINÁRIA
Perda de sangue, diminuição de postura, transmissão de vírus e Rickettisias.


FAMÍLIA MACRONYSSIDAE

Gênero Ornythonyssus
            Placa dorsal com a extremidade posterior aguda e 2 pares de cerdas bem desenvolvidas. Placa genito-ventral, nas fêmeas em forma de gota.
            Espécie:          Ornythonyssus bursa- parasita de aves domésticas
                                   O. sylviarum - parasita de pássaros

CICLO BIOLÓGICO
            Os ovos são pegajosos e são depositados em abundância diretamente sobre o hospedeiro, em número de 1 a 5, após cada sucção de sangue. Os ovos eclodem, após 1 dia e liberam a larva hexápoda, que não se alimenta, e que muda depois de 8 a 9 dias para protoninfa. As Protoninfas alimentam-se de sangue e mudam à Deutoninfa, que também alimenta-se e ao final de 3 a 4 dias transformam-se em adultos. O ciclo completo, desde que a fêmea adulta alimenta-se de sangue antes de pôr os ovos, e estes chegarem ao estádio adulto, requer de 5 a 7 dias. Os ácaros alimentam-se de maneira intermitente e preferem os hospedeiros mais jovens.
IMPORTÂNCIA MÉDICO VETERINÁRIA
Irritação, perda de peso e de sangue, diminuição de postura, transmissão de vírus.

Gênero: Ophionyssus
            É um ácaro hematófago, parasito de cobras, serpentese lagartos. Localiza-se abaixo da pele ou das escamas. Apresenta placas dorsais em forma de limão. As larvas não se alimentam, mas adultos e ninfas se alimentam de sangue, normalmente nas regiões próximas ao olho. Podem causar anemia, transmitir agentes patogênicos, etc.

FAMÍLIA RAILLIETIDAE
Gênero Raillietia
            É um pequeno ácaro que se localiza no canal auditivo de bovinos e bubalinos. O ciclo biológico inclui larva hexapoda (não se alimenta), ninfa e adultos, que têm hábitos hematófagos. Raramente pode provocar sintomas de otite (são pouco patogênicos).

Família Varroidae
Gênero Varroa
            Varroa jacobsoni
            Ácaro marrom escuro, mais largos do que longos. Patas bem desenvolvidas com ventosas. Ectoparasitas de abelhas.

Família Macrochelidae
Gênero Macrochelis
            Macrochelis muscaedomesticae        
Escudo dorsal único, escudo esternal com 3 pares de cerdas, escudo genital separado do ventral, escudo ventral fundido ao anal, com padrão reticulado. Peritrema circunda parcialmente o estigma.

FAMÍLIA LAELAPIDAe
Gênero: Laelaps
            Ácaros com placa genital em forma de gota, placa dorsal única, peritrema alongado. Coxa 1 com projeção dentiforme. Carúncula e garras em todas as patas.
            São de ampla distribuição geográfica e são encontrados em grande variedade de habitats, como ninhos, musgos e como parasitos de invertebrados e vertebrados, principalmente como parasita de roedores do gênero Rattus, sendo mais  freqüente nas ratazanas.

10 de set. de 2010

Rhipicephalus sanguineus

Macho


Fêmea

Rhipicephalus (Boophilus) microplus


R. (Boophilus) macho



Fêmea

Ixodidae - gnathossomas

Rhipicephalus (Boophilus) microplus







R. (B) microplus macho

Gênero Rhipicephalus

SUBFAMILIA RHIPICEPHALINAE
GÊNERO Rhipicephalus
            São mais de 70 espécies deste gênero. São pequenos metasriata. A base do capítulo é hexagonal dorsalmente e possuem olhos e festões. a coxa 1 é bífida nos dois sexos. O macho possui um par de placas adanais e um par de placas adanais acessórias na face ventral.

R. sanguineus
            É conhecido como carrapato vermelho do cão. É uma espécie de 3 hospedeiros. O hospedeiro principal é o cão, mas mamíferos como felinos, bovinos, ovinos, leporinos, roedores e primatas podem ser acometidos, além de aves.
            Apresentam geotropismo positivo, procuram locais mais altos para promoverem as mudas e ovipostura. A oviposição é de cerca de 4.000 ovos e dura até 40 dias. A incubação dos ovos ocorre em 17 a 30 dias.  As larvas não alimentadas sobrevivem por até 8 meses e adultos por 19 meses ou mais. Larvas e ninfas alimentam-se em prazo de uma semana, as fêmeas adultas ingerem sangue durante 6 a 21 dias.

            IMV – são hospedeiro invertebrados de Babesia canis, e vetores de Haemobartonella , Ehrlichia canis, Rangelia, Hepatozoon, Rickettsia rickettsii (agente infeccioso da febre maculosa).  Pasteurella tularensis, Borrelia hispanica
           
MORFOLOGIA
1.      Escudo sem ornamentação
2.      Sulco anal posterior
3.      Rostro e palpos curtos
4.      Base do Capítulo hexagonal
5.      Peritrema em vírgula
6.      Coxa 1 com 2 longos espinhos
7.      Machos com festões
8.      Machos com 2 placas adanais e 2 acessórias
9.      Machos quando repletos apresentam prolongamento caudal

GÊNERO Rhipicephalus (Boophilus)= Boophilus Curtice, 1891
            A designação genérica Boophilus, do grego Boo = amigo, philus = amigo significa amigo do boi.
São 5 espécies deste gênero. São carrapatos pequenos, sem ornamentação e festões. O sulco anal é rudimentar. A base do capítulo é hexagonal dorsalmente e possui um par de olhos simples laterais ao escudo dorsal. A coxa 1 é bífida. Possui um par de placas adanais e um par de placas adanais acessórias que margeiam o ânus posteriormente. Apresenta apêndice caudal. O peritrema é oval. Rostro e palpos são curtos e o hipostômio é mais longo que o palpo.

R. B. microplus Canestrini, 1887
            B. microplus é a única espécie do gênero encontrada no Brasil. É uma espécies de 1 único hospedeiro. Parasitam vários ruminantes e outros mamíferos como bovinos, bubalinos, camelinos, eqüinos, asininos, caprinos, caninos, felinos, cervídeos, leporinos, suínos e preguiças, canguru.  Período da fase parasitária 21 dias. Duração da postura 15 a 20 dias.
            A fêmea ovipõem cerca de 4000 ovos durante 2 a 40 dias, com média de 14 dias. Após 14 a 150 dias ocorre a eclosão e a larva é liberada, principalmente nas pastagens onde estão os hospedeiros. A larva pode sobreviver até 20 semanas sem alimentação, mas se a temperatura for desfavorável perde sua viabilidade em 2 a 3 semanas.  O período médio que as fases parasitárias permanecem no hospedeiro é de 21 dias.  Todas as mudas e a cópula ocorrem no próprio hospedeiro.
IMV
            São hospedeiros invertebrados de Babesia bovis e B. bigemina. Atuam como vetores de Anaplasma marginale

MORFOLOGIA
1.      Corpo oval
2.      Escudo sem ornamentação
3.      Base do gnatosoma hexagonóide
4.      fêmeas com área porosa elipsóide
5.      Sulco anal posterior rudimentar nos machos e ausentes nas fêmeas
6.      Rostro e palpos curtos
7.      Placa espiracular arredondado ou oval
8.      Palpos curtos e com cerdas
9.      Hipostômio mais longo que o palpo com 4 fileiras de dentes
10.  Sem festões
11.  Coxa I
a.       Macho com 2 espinhos, triangulares
b.      fêmea com 2 espinhos arredondados, do mesmo tamanho e separados  por depressão em forma de V invertido
12.  Coxas II e III
a.       fêmea com espinhos largos na base, sendo mais largos do que longos, arredondados
13.  Coxa IV
a.       fêmea com espinho externo formando saliência marginal
b.      macho desprovida de espinhos
14.  Machos com prolongamento caudal, também chamado de cone opistosomal
15.  Machos com 2 placas adanais longas e 2 acessórias curtas

Rhipicephalus sanguineus